Amargo, doce, salgado, azedo e umami
Um exemplo prático é encontrado na própria culinária japonesa. Durante séculos, a dieta do país do sol nascente é composta por ingredientes com baixo teor de gordura. E isso todo mundo sabe, mas um olhar mais atento percebe a forte presença de alimentos ricos em umami: algas kombu, cogumelos shiitake, molho de soja etc. Além do mais, óleos vegetais ou manteiga são ingredientes pouco empregados nessa cozinha. “Na recente tentativa de reduzir calorias dos pratos franceses, por exemplo, e evitar ingestão excessiva de alimentos, alguns chefs estão trocando a gordura por alimentos umami, sem comprometer o sabor. Isso significa que é possível ter molhos saborosos com poucas calorias, agradáveis de degustar, e, ao mesmo tempo, que não afetam a 'linha da cintura'. Isso abre uma nova possibilidade na prevenção da obesidade”, afirma Ana San Gabriel, representante dos assuntos científicos do Umami Information Center. Além disso, o gosto umami pode ser também um recurso importante na nutrição clínica. Segundo Ana, estudos recentes provaram que o quinto gosto pode melhorar o estado nutricional dos idosos. “Com a idade, há diminuição do paladar e do olfato, sendo normal ocorrer a perda de apetite, o que geralmente pode levar à desnutrição. Portanto, incluir alimentos ricos em substâncias umami pode ser um recurso interessante para fortalecer o estado nutricional, aumentar o peso corporal e reduzir o risco de doenças”, completa. |