Inventor de línguas

O filme Avatar, de James Cameron, deu ao mundo um idioma completamente novo: o na´vi.
Andy Ridgway descobre como ele foi criado e o que os klingons têm a dizer sobre isso

(continuação)

Jogo de palavras

Mas a que tamanho, para Frommer, esse fenômeno na'vi pode chegar? Ele acha que pode se espalhar e superar o klingon? “Isso seria muito legal. Depende basicamente de as pessoas gostarem da língua e sentirem prazer em usá-la.”

E o que o criador do klingon, Marc Okrand, pensa do na'vi? “Devo confessar que sou uma das três pessoas neste planeta que não viram o fi lme. Mas ouvi a língua e li discussões sobre ela e acho que é muito interessante. É inteligente, muito bem pensada.” Será que ele está na defensiva em relação à sua própria criação? Afinal, a língua dos guerreiros esteve na crista dessa onda por muito tempo. “Oh, sim, claro que estou”, diz ele, ironicamente, emendando com uma gargalhada. “Sério. Não, não estou. Acho que é ótimo que exista outra coisa parecida por aí. Gera interesse por línguas em geral e há muitas comparações entre o klingon e o na'vi, ou seja, também há um interesse no klingon.”

E como Okrand enxerga o futuro do klingon? “Algumas pessoas se reúnem para jogar golfe, outras para falar klingon. Acho que continuar desse jeito seria muito legal. Não é uma língua que alguém vá ouvir num fone de ouvido na ONU – isso não vai acontecer. E tudo bem que seja assim.”

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